MWC 2018 | Gerente global da BlackBerry diz que a empresa cumpriu sua missão

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Quando uma companhia afirma que cumpriu sua missão, a impressão imediata é de que ela não lançará mais nada daquele momento em diante, deixando um rastro de sentimentos que mesclam surpresa e confusão. Quando Francois Mahieu comentou que sente que a BlackBerry Mobile atingiu a meta, foram exatamente essas sensações que ele deixou, porém é uma impressão errônea, ainda tem muito por vir.

Os relatos do gerente global ao TechRadar durante a Mobile World Congress 2018, todavia, se referem a estabelecer a BlackBerry e o KeyOne no mercado no último ano. “Se você olhar as nossas pegadas globais, estamos em todo lugar. É difícil encontrar um lugar onde KeyOne não esteja disponível”, comentou Mahieu.

Tem exatamente um ano desde que o KeyOne chegou aos mercados de todo o mundo. E, em termos de produtos, a empresa demonstra estar bem realizada, e muito interessada em restringir seus parâmetros a um nível premium para demostrar ao público o seu sucesso.

Para Mahieu, o lucro de 3 a 5% no mercado premium é uma boa participação, o que mostra que a companhia está seguindo na direção certa, uma vez que conquistar um espaço nestes ganhos competindo com a Apple e a Samsung não seja algo fácil. “Nós entendemos que é preciso um tempo para reconstruir uma operação e entendemos que um BlackBerry não é para todos”, ele afirma.

A ideia é que a BlackBerry não tente derrubar as duas gigantes de tecnologia, mas sim aproveite seu tempo para construir um plano de negócios estável e que seja relevante. Para tal, Mahieu disse em sua entrevista que a ambição da empresa é estabelecer-se firmemente no mercado com lucros acima dos atuais.

“Nós permaneceremos firmemente em uma categoria premium, inovando em torno de teclados, materiais e áreas que mostrem às pessoas que estamos aqui para ficar. É uma maratona, não uma corrida”, relata o gerente da BlackBerry Mobile.

O caso do teclado

De acordo com Mahieu, “você não precisa de mil telefones em seu portfólio para ser um sucess”. E embora a base de fãs do teclado físico ainda exista e os celulares como KeyOne ainda possuam certo apelo no mercado, este ainda é considerado limitado. Além disso, a visão do mundo dos negócios é que uma empresa tecnológica precisa oferecer uma variedade de ofertas de hardware.

“Você não pode apenas oferecer uma opção de teclado, você deve oferecer uma escolha entre o full touch e o keyboard”, comenta o executivo. Segundo ele, a BlackBerry afirma que 50% de suas vendas são voltadas para pessoas provenientes de outros dispositivos Android ou iOS.

“Nós não achamos que é a hora certa de nos elevarmos a um patamar novo e maior, mas as sementes do sucesso foram plantadas”, diz Mahieu.

PROTECTPHONE e PROTECTSOFTWARE parceiros do BlackBerry Brasil, trazendo notícias sobre aparelhos e softwares para os leitores.